quinta-feira, 18 de março de 2010

Um dia de esbórnia

O dia em que tomei cachaça (da boa) com umbu na casa de “gente boa”, meu vizinho famoso.
E foi assim que tudo aconteceu... se bem que eu ainda procuro o pontapé inicial, porque nem entendi direito como foi que de repente me vi enfrentando a fúria etílica de nosso amigo “gente boa”. Mas o negócio engrenou mesmo depois de uma conversa meio sem jeito pelo pé do muro. Aquela cena típica de cidade do interior, especialmente aqui da Paraíba.
Conversávamos sobre barulhos e construções irregulares do nosso vizinho em comum. Eu do lado de cá e ele lá, com todo o seu aparato digno de quem vai meter (e seguramente meterá) o pé na jaca. A conversa ia pra lá e pra cá, e depois de muitos “vem pra cá”. E eu de resposta: “outro dia, hoje não vai dar”. E ele: “mas hoje que é o dia bom para terminarmos esse assunto”. E eu fui. Nunca foi tão fácil me convencer a algo e em tão pouco tempo...
Na minha cabeça era uma visita que tinha tudo pra ser desagradável, em razão do assunto. E a princípio era só pra continuar a conversa, mas, passado uns poucos milésimos de segundos, eu aceitei um pouquinho da “bendita”, só pra não fazer uma desfeita com o anfitrião. É que “gente boa” se ofende quando a pessoa não aceita o que ele oferece em sua casa. E eu não seria louca de irritá-lo em seu habitat natural, não é?
A noite findou em risos e muita, mas muita, cachaça. O assunto que era pra ser tratado, nem foi, não havia clima para coisa daquele tipo. Tudo deu lugar a músicas, comidas preferidas, filosofias baratas, histórias de vida, como ele se tornou um empresário bem sucedido e tal. Mais risos. Eu quase não abria a boca, o danado falava pelos cotovelos e ainda dava um desfecho do tipo: “porque o que é certo é certo e o que é errado é errado.” ¡Por supuesto!
Querem coisa melhor do que passar a noite falando besteira, comendo bem e rindo de se lascar do que é certo e errado, querem?! Duvido de-o-dó!
Resultado. No outro dia, acordei renovadíssima, sem ressaca alguma, e ainda rindo das bobagens ouvidas e, por que não dizer, das faladas também... 
Na verdade a atmosfera lá favorece a isso. Uma coisa impressionante. Eu que até bem pouco tempo era meramente espectadora dos estibungos à la Serra Limpa, agora me tornei protagonista da esbórnia.
Deus existe!!! Existe, sim!

Em tempo, hoje é dia de Rapariga da Quinta (de além, além alem do Tejo), dia instituído em homenagem a lady Bilela!

3 comentários:

.ailton. disse...

hoje é dia de quem?

hummm... tomando serra limpa na casa de gente boa, né?

.ailton. disse...

dona bebel, quero explicações (convincentes) do seu sumiço.

Dona Bbel disse...

Ok, Dona Bebel irá pensar no assunto... verá se pode ser "publicável", visse?