E logo cedo da manhã o chamado vindo de fora: “Boneca! Ô, boneca!” Nenhuma resposta. E ela continuou o chamamento. “Boneca!” Nenhuma voz contestava a sua de uma palavra só: boneca. A ideia era nova, mas não surtiu efeito algum, nenhuma boneca veio atendê-la. Quem poderia supor que retornara... e de onde? Parou. Deu de ombros. Tomou seu rumo de volta. O seu vulto desfilava pelas calçadas desacostumadas com seus passos. Havia mudanças em tudo, inclusive em sua voz. Só não sei se estava desapontada. Só seguia em frente, dessa vez meio cabisbaixa, (pensativa?). Esguia. Desamparada. Uma infeliz! Pude reparar que estava com um babydoll de "seda" azul marinho, as alças bem finas, mas nada com muito requinte, apenas curto, curtíssimo. Traje novo. Abordagem nova. Não houve reconhecimentos. Desapareceu pela rua de cima do colégio... Foi só!
Cerram-se as janelas das casas. “Ah, é Vera!” Seria como dizer que não era ninguém.
Ninguém a saciar sua fome.
Ninguém a saciar sua fome.
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Para quem não sabe quem é Vera, clique aqui
Acho que hoje, neste exato momento, Vera sou eu!
5 comentários:
Para embalar o lundum meu... e, quem sabe, o de Vera. =]
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Aquela
Composição: Marisa Monte, Leonardo Reis
Na noite prata, a estrada plana
A lua brilha nua e branda
No alto vai, derrama a luz do céu
À tarde, cruzo a linha urbana
Um porto, um canto, um novo som
Eu sei levar a vida assim de tom em tom
Na onda clara, estrada afora
O meu destino é agora
Aonde me levar a minha voz, eu vou
Lá, lalalaiá, laiá
Lá, lalalaiá, laiá
Lá, lalalaiá, laiá
Lá, lalalaiá
e que música!
não rola uma fotinha da Vera, não?
Há bonecas assim...
Querida amiga, bom resto de semana.
Beijos.
o que houve com os tels daí???
"Ah, é Vera"? Sí, è vero.
Ótimo texto!
=)
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