Nalgum lugar em que eu nunca estive
Alegremente além
De qualquer experiência
Teus olhos tem o seu silêncio
No teu gesto mais frágil
Há coisas que me encerram
Ou que eu não ouso tocar
Porque estão demasiado perto
Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
Embora eu tenha me fechado como dedos
Nalgum lugar
Me abres sempre pétala por pétala
como a primavera abre
Tocando sutilmente, misteriosamente
A sua primeira rosa
Sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado
Eu e minha vida
Nos fecharemos belamente, de repente
Assim como o coração desta flor imagina
A neve cuidadosamente descendo em toda a parte
Nada que eu possa perceber neste universo
Iguala o poder de tua intensa fragilidade
Cuja textura
Compele-me com a cor de seus continentes
Restituindo a morte e o sempre
Cada vez que respirar
Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre
Só uma parte de mim compreende
Que a voz dos teus olhos
É mais profunda que todas as rosas
Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.
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[Composição de E. E. Cummings - na voz de Zeca Baleiro, do álbum Líricas, que eu tenho!]
Porque eu amo essa música, senhores! Amo! E amo tantas outras tão bela quanto, mas hoje me desmanchei em escutá-la... Sou uma bichinha muito besta, como diz T., integrante da SWAT.
7 comentários:
e eu, imediatamente, fui ouvir a música. estranho. não é uma das que eu mais gosto do Zeca. Acho até meio estranha, meio descompassada, sabe? Várias frases ditas (cantadas) rapidamente, quase sem ritmo. Mas é de uma poesia incrível. Deste álbum, a que eu mais gosto é a 2º faixa.
Eu simplesmente idolatro essa música! Lembro-me da primeira vez que a ouvi, faz mais de 5 anos, na tabajara FM num especial zeca baleiro. Depois disso fui atrás do maluco do cummings e das suas belezuras. Essa música é de uma sensibilidade danada. "Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas."
Eu gosto muito desse poema também, pena q eu não saiba ler bem inglês e q não haja muitas traduções dele:
i like my body when it is with your
i like my body when it is with your
body. It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh . . . . And eyes big love-crumbs,
and possibly i like the thrill
of under me you so quite new
Gosto de Zeca Baleiro mas não conhecia essa música. vou procurar ouvir e venho postar minhas impressões.
Jimenna, querida, você tem um gosto apuradíssimo!!! Inclusive para escolha de namorados... É ou não é? [ehehehehe]
Olá Nira, tentei retribuir a visita, mas seu blog tem restrições de acesso. =[ No entanto, fique à vontade em postar suas impressões aqui.
E não se avexe, sou tranquila e louca!
O poema é lindo, e realmente nos faz procurar dentro de nós mesmos, o entendimento dele.E com poesia, tudo é mais intenso, mais vívido e acolhedor.
De verdade, gosto daqui.
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