Você passa anos regando o solo em que você lançou a semente. Anos a fio regando, adubando, revolvendo, cuidando... E esperando... Crendo que um dia dali irá brotar algo promissor no tempo previsto. Previsto por quem? Pelas contas que você havia feito com os dedos de suas mãos... Mas, a realidade é outra, a semente não vinga. Tinha tudo para isso, mas não vingou... Por quê?
Por que não quis? Não acredito nisso... Faltou esforço? Talvez... Foi por puro desleixo? Não sei! EU NÃO SEI!!! Droga!
Será que choveu pouco? Será que choveu demais? Será que fui muito condescendente com sua vontade, que apontou logo nos seus primeiros anos? Ah, devo ter sido. Será que nada que fiz foi o bastante? Ou será exatamente o contrário, pequei pelo excesso, por isso deu no que deu? Será? Será?!
Há coisas nesta vida que não se encontram culpados, culpas ou razões convincentes. Simplesmente são como são. E se neste momento este argumento parecer débil e fraco a você, o 'amanhã' (porvir) mostrará que há uma vontade superior a nossa, que permite , ou abre, os caminhos que devemos percorrer. Ainda que o caminhar por ele seja quase sempre nossa escolha. Quase sempre! Por exemplo, neste caso eu não o escolhi. Quisera pudesse fazê-lo diferente... quisera!
No entanto, sei que ainda haverá (todo ano) muitos invernos e verões. A semente continua no solo... não vingou... e tinha tudo para isso... Sem dúvida alguma.
E eu tudo o que tenho é um deserto a minha frente para atravessar. Devo me dar por satisfeita. Dizem que no deserto nos tornamos pessoas mais verdadeiras e legítimas, que nele criamos uma relação mais íntima com o nosso Deus, ou nossos deuses, deusas. Que seja! Isso, claro, pode ser por absoluta falta de escolhas, no deserto não há muita delas. Pode ser também porque o espírito fique mais quebrantado... Pouco importa os porquês. É mister atravessá-lo.
Até mais!
E eu tudo o que tenho é um deserto a minha frente para atravessar. Devo me dar por satisfeita. Dizem que no deserto nos tornamos pessoas mais verdadeiras e legítimas, que nele criamos uma relação mais íntima com o nosso Deus, ou nossos deuses, deusas. Que seja! Isso, claro, pode ser por absoluta falta de escolhas, no deserto não há muita delas. Pode ser também porque o espírito fique mais quebrantado... Pouco importa os porquês. É mister atravessá-lo.
Até mais!
6 comentários:
Bem, há sementes que por livre arbítrio, se adaptam melhor em terras áridas.
Talvez isso as fortaleça, e quem sabe tenham a necessidade de extrapolar suas consciências e essências, além da terra fértil, sei lá ...
Você me deu algo bom pra pensar.
Bjo no coração.
Tudo o que acontece à nossa volta está mergulhado num caos que pouco ou nada dominamos.
Mas o deserto é um dos locais onde o caos é menor... daí que a vida lá seja tão difícil... e talvez seja por isso, pela quase ausência de caos, que quem o atravessa se torne mais verdadeiro e legítimo...
Será isso? Não faço ideia... só dei palpites...
Querida amiga Bbel, bom fim-de-semana.
Beijos.
"Há coisas nesta vida que não se encontram culpados, culpas ou razões convincentes. Simplesmente são como são". Eu gostei disso :)
"O deserto que atravessei, ninguém me viu passar. Estranha e só, nem pude ver que o ceu é maior..."
Ai, que como na música, acho que estou longe de chegar, mas perto de algum lugar...
isso parece os livros de paulo coelho. sem ofensas.
Foi uma falha minha dizer que a semente não vingou. Na verdade, vingou, sim.
E aguardo, ansiosamente, os frutos... Oxalá!
Ai! Paul Rabbit foi de lascar!!!!!
Nâo suporto esse camarada!!! Antigamente não era qualquer um que era eleito membro da ABL...
Eu tenho uma amiga, aliás, grande amiga para ser mais precisa, que o adora e compra todos os seus livros. Todos! Eu jamais consegui ler nenhum. Até tentei por causa dela, mas, sem chances, meu caro.
Membro da ABL...
Este mundo está perdido!
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