sábado, 16 de julho de 2011

Definitivamente, uma colcha de retalhos

[imagem via google-web]

Quando passei no vestibular da Federal eu namorava com W., que havia feito concurso para Polícia Federal e passado, ele iria para Roraima, iria não, ele foi. Os planos eram para ele ir antes e depois eu iria em seguida. Combinamos assim. Nunca fui. É que em matéria de planos, os meus não deram certos. Ou posso pensar exatamente o contrário, deram certo, sim, apenas não foram realizados em seu formato original. A propósito, eu que decidi não ir pra RR. Terminei tudo e tomei rumo de uma bifurcação que surgiu na minha estrada.

Olhando um pouco para trás, vejo que pouca coisa se concretizou de meus planos e sonhos iniciais. No âmbito profissional a ideia era terminar o curso de Biologia, fazer especialização em etologia, mais especificamente com primatas, e depois ir morar na África. Xongas! Nessa época o namorado PF já tinha ido pra Cucuia. É que uma coisa não combinava com a outra. E o melhor a fazer foi cada um deixar o outro ir. Sábia decisão. Eu fiquei em paz com isso. Ele sofreu pacas! Ok, não sinto remorsos por causa disso. A dor e sofrimentos são pessoais e intransferíveis, temos de lidar com eles sem culpar o outro. Aliás, tudo na vida tem a ver com cada um, isoladamente. Portanto, resolva-se! É o lema!

E aí, não me restam tantas lamentações do que não tenha acontecido, ou que tenha. Tudo foi fruto do que tentei, se persisti pouco ou se insisti demais no que estava fadado ao fracasso, problema meu. Ah, sofri e dei muita cabeçada. Bobagens uma atrás da outra com toda a moléstia. Só não me permiti o papel de coitadinha. Sem essa! Por isso algumas pessoas acham que sou de pedra, que não sofro. Ah, ledo engano. Cuidado com as aparências, elas costumam enganar, especialmente quem enxerga apenas o superficial.

Na verdade, senti tudo ao extremo, de bom e de ruim, claro. E sentir é algo para poucos, ou porque poucos não se dão o direito ou porque não querem. E tanto por uma coisa quanto por outra, não me cabe julgar nem me interessa. É o lema!

Onde estou e o que faço hoje?! Estou anos-luz dos planos do começo, e não vou ser ingênua em achar que posso retomá-los. Necas de pitibiriba! Ficaram para trás, e é lá que devem ficar. Eu sigo reformulando outros. Porque não saberia viver sem sonhar.

Nunca fui pra China. Mas, Japão aqui vou eu... E quem sabe, fique por lá.

Estou sonhando...

3 comentários:

Bbel disse...

E para que não pareça que só tenho planos em IR... [rs] Não, não, também tenho planos em ficar. Então, aqui estou eu!!! Momentaneamente.

Anônimo disse...

Và pra China Maga! KKKKKKKKKKKK

C. disse...

Nada como ir e vir nos sonhos...
Mas Japão é um lugar que nao penso, nem China. Já a África me interessa.
Diz uma colega aqui que viveu 10 anos no Japão, que de todos os lugares que ela já viveu (essa é tipo nômade) que o Japão foi o melhor deles. Sei lá, sei lá. A sala do ap. dela é um Japaozinho.
Mas me perdi no raciocínio(hoje o raciocínio está off. Hoje? kkk)
Sei que se nao fossem os labirintos, as colchas de retalhos, como queira dizer, viver nao teria a menor graca.

Cheirosss