sábado, 21 de abril de 2012

O dia besta de ontem/hoje

Você amanhece o dia sem muita disposição, mesmo assim planeja coisas que a ocupará o dia quase todo, mas não faz nada do planejado e culpa o calor do cão, as visitas inesperadas, a louça na pia que ficou sem lavar, o despertador que ficou sem bateria, a chuva repentina, a cachorra, a garagem que está molhada, a falta de coragem em trocar de roupa e blá blá blá... Desculpas têm aos montes, eu sei, basta olhar em volta. Mas eu apenas ligo e digo: “não vai rolar, vou ficar em casa”. Vou me abanar o dia todo.

Você anda estranha, Maga! Você tá com raiva de mim, nega? Isso é depressão, Bel?! Ei, você nunca mais ligou pra mim, bacana!

Não, não é nada disso. Estou bem e em paz. Quieta demais. Mas não é nada preocupante. Estou travando conversa acirrada com meus instintos, esteja eu dormindo, acordada, andando ou dentro da concha. Nem todo mundo entende quando entro nela. Muitas das vezes entro uma pedra, meio bruta, muito dura, nem vou dizer que saio uma pérola, posso sair a mesma pedra dura e bruta, mas saio para respirar, isso é líquido e certo. O tempo lá dentro é comigo, esse é que vale. Sou eu e eu. Apenas. Nada além.
Se eu mesma não me suportar, que direi dos outros?!

Mas faz mesmo um calor do cão nesta cidade. É um calorão que só vendo, melhor, sentindo. Está de um jeito que não dá vontade de fazer nada, nada além de ler, escrever e ver televisão, de preferência no ar condicionado. Programa bem besta esse, eu sei. Nem ligo. Deixa esquentar!

Mas eu ligo quando vai embora de novo e de novo não diz adeus, nem se volta... um dia, quem sabe...

Um comentário:

Bbel disse...

Aquele foi sobre chuva, mas este é sob o sol. Adaptação de um e de outro.