"felicidade se acha é em horinhas de descuido"
Guimarães Rosa
Guimarães Rosa
Antes de mais nada devo dizer que eu não corro atrás da felicidade, sequer acredito que ela exista. Claro, acontecem momentos alegres/felizes na minha vida, para em seguida se desvanecerem feito poeira. Fatalmente que será sempre assim. Não pense que isso é pessimismo meu, porque não é. Apenas sou sabedora da tolice que é ir em busca dela, dessa tal felicidade, dessa "arma quente, queeennnte..."
E ela chega (apesar de toda sua efemeridade) sem a gente ir em busca?! Não sei, não tenho certezas...
Ensinaram-me (e eu aprendi mas estou desaprendendo) que tudo passa. Mentira! Nem tudo passa, há coisas e sentimentos (bons e ruins, claro) que permanecem por toda a nossa vida. Mudam um pouco a forma, a intensidade e o cheiro, mas estarão bem aqui dentro, enraizados. Incrustados! Às vezes de forma dolorida, noutras, nem tanto. Presente firme e forte com toda a gota-serena!
Mas, contrariando o 'desaprendizado' acima, é bom que se diga que a felicidade passa, e bem rápido. Coisas da vida! Talvez nisso resida alguma perfeição, ou não. Quem danado sabe!?
Então, vamos logo ao desfecho porque estou bem impaciente hoje. Não sou assim apenas hoje, mas especialmente. É uma coisa estranha. Eu!
Eis as opções: a) seguir em frente; b) ficar remoendo o que você não pode dar jeito?; c) jogar na mega-sena; d) mudar a foto do passaporte (qual?); e) fazer um sáfari na África cantando "the lion sleeps tonight" juntamente com Jimmy, o Cliff; f) estudar para concursos; g) tomar chá de sumiço; et cetera et cetera... Ou, simplesmente ir neste momento lavar a louça do café da manhã...
Bom, pra dizer a verdade eu nem sabia que tinha tantas opções assim. E à medida que escrevia elas foram surgindo, uma após a outra.
Ah, eu não disse, mas digo agora que a questão é de múltipla escolha. Isso é bom. Isso é realmente muito bom!
O que era mesmo que você havia me perguntado? Se sou feliz ou onde se meteu a felicidade, a minha? Ah, eu nunca me faço esse tipo de pergunta, dizendo melhor, não gosto nem que me façam... Sei que não terei respostas satisfatórias, e sei que quanto mais eu pensar a respeito, mas ficará longe de mim essa que eu digo que não existe. E aí, eu vivo, sabe? Simplesmente vivo! E procuro pensar no que me faz agradecer por estar aqui. Coisas, pessoas e momentos especiais para mim. Desses por que valem muito a pena ter nascido. Mas se você, que me pergunta, enveredar (e eu for junto) em busca de respostas, eles deixarão de valer?! Penso que não, mas é melhor não mexer em todas as gavetas. Por isso, calo-me! E eu gosto quando eu me calo.
Ah, e isso me diz muito... Muito mesmo! É isso!
E ela chega (apesar de toda sua efemeridade) sem a gente ir em busca?! Não sei, não tenho certezas...
Ensinaram-me (e eu aprendi mas estou desaprendendo) que tudo passa. Mentira! Nem tudo passa, há coisas e sentimentos (bons e ruins, claro) que permanecem por toda a nossa vida. Mudam um pouco a forma, a intensidade e o cheiro, mas estarão bem aqui dentro, enraizados. Incrustados! Às vezes de forma dolorida, noutras, nem tanto. Presente firme e forte com toda a gota-serena!
Mas, contrariando o 'desaprendizado' acima, é bom que se diga que a felicidade passa, e bem rápido. Coisas da vida! Talvez nisso resida alguma perfeição, ou não. Quem danado sabe!?
Então, vamos logo ao desfecho porque estou bem impaciente hoje. Não sou assim apenas hoje, mas especialmente. É uma coisa estranha. Eu!
Eis as opções: a) seguir em frente; b) ficar remoendo o que você não pode dar jeito?; c) jogar na mega-sena; d) mudar a foto do passaporte (qual?); e) fazer um sáfari na África cantando "the lion sleeps tonight" juntamente com Jimmy, o Cliff; f) estudar para concursos; g) tomar chá de sumiço; et cetera et cetera... Ou, simplesmente ir neste momento lavar a louça do café da manhã...
Bom, pra dizer a verdade eu nem sabia que tinha tantas opções assim. E à medida que escrevia elas foram surgindo, uma após a outra.
Ah, eu não disse, mas digo agora que a questão é de múltipla escolha. Isso é bom. Isso é realmente muito bom!
O que era mesmo que você havia me perguntado? Se sou feliz ou onde se meteu a felicidade, a minha? Ah, eu nunca me faço esse tipo de pergunta, dizendo melhor, não gosto nem que me façam... Sei que não terei respostas satisfatórias, e sei que quanto mais eu pensar a respeito, mas ficará longe de mim essa que eu digo que não existe. E aí, eu vivo, sabe? Simplesmente vivo! E procuro pensar no que me faz agradecer por estar aqui. Coisas, pessoas e momentos especiais para mim. Desses por que valem muito a pena ter nascido. Mas se você, que me pergunta, enveredar (e eu for junto) em busca de respostas, eles deixarão de valer?! Penso que não, mas é melhor não mexer em todas as gavetas. Por isso, calo-me! E eu gosto quando eu me calo.
Ah, e isso me diz muito... Muito mesmo! É isso!
Um comentário:
Bbel, tão difícil essa tal felicidade em dias atuais, onde as coisas/pessoas/sentimentos são tão artificiais, num é? Por outro lado, nos acostumamos assim.
O lance é aproveitar as pequenas alegrias quando aparecerem, sem projetos para a conservar, porque esses projetos são meras loucuras…
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